A Festa da Cabeça

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A cabeça de Kayodê estava cansada e confusa: depois de tantas viagens e mudanças, de volta ao Rio ele se viu obrigado a enfrentar o bullying e o racismo na escola...

E agora, o que fazer?

Ao descobrir a força dos Orixás, é no colo de sua Vó Bida que ele encontrará o conforto que tanto precisa: com um lindo boori - a Festa da Cabeça -, Kayodê e sua família despertarão paz e a felicidade em seus caminhos e resgatarão sua ancestralidade, mostrando que a força da espiritualidade não tem idade!

Com o livro, ganhe acesso às contações de histórias sobre Ori e os Orixás interpretadas por Kemla Baptista, do canal Caçando Estórias!

Categorias:

    Literatura Negra, Literatura Infantojuvenil, Candomblé
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A cabeça de Kayodê estava cansada e confusa: depois de tantas viagens e mudanças, de volta ao Rio ele se viu obrigado a enfrentar o bullying e o racismo na escola...

E agora, o que fazer?

Ao descobrir a força dos Orixás, é no colo de sua Vó Bida que ele encontrará o conforto que tanto precisa: com um lindo boori - a Festa da Cabeça -, Kayodê e sua família despertarão paz e a felicidade em seus caminhos e resgatarão sua ancestralidade, mostrando que a força da espiritualidade não tem idade!

Com o livro, ganhe acesso às contações de histórias sobre Ori e os Orixás interpretadas por Kemla Baptista, do canal Caçando Estórias!


Na cultura ioruba, a cabeça (Orí) é identificada como uma divindade pessoal, subjetiva. O Criador, chamado de Olorun, conforme a filosofia ioruba, garante a cada indivíduo uma potência sagrada, instalada no próprio corpo, para que as pessoas exerçam sua autonomia, sua capacidade livre de decidir, de agir. Trata- se, portanto, de um Deus libertário, que preza o livre arbítrio, que confia nas criaturas, que lhes outorga a possibilidade de condução pelo próprio destino. Assim, a religiosidade que deriva dessa matriz se revela parceira nessa trajetória e não um lugar de confinamento e de opressão.

Kayodê, o personagem central de “A Festa da Cabeça”, da querida e talentosa Kemla Baptista, enfrenta os males do preconceito, da segregação; e encontra o Candomblé pelas mãos acolhedoras de sua avó Bida. Porém, a liturgia jamais lhe foi imposta. Merece destaque a decisão autônoma de Kayodê revelada na história: foi ele quem escolheu conhecer a tradição de seus antepassados. A religião descoberta por Kayodê, foi assim percebida pelo menino: um lugar de reunião familiar, de memória, de carinho, de solidariedade, de cuidado, de fortalecimento.

O borí (oferenda à Cabeça) prescrito a Kayodê pela sua avó Bida, é um ritual que visa acalmar os sentidos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio, para que Orí, a Cabeça, conduza o ser humano pelo seu destino; descortinando, ele mesmo, as melhores soluções e a sintonia com o sagrado.

O ato de se permitir, de buscar suas origens, visando construir seu provir, já é um rito, já é um borí. É a “Festa da Cabeça” de cada dia, é o movimento reconciliador, realizador.

Em tempos de tanta violência e imediatismo, ser chamado de infantil se transformou em ofensa. Contudo, a inocência da criança, sua capacidade de perdoar, sua vontade de aprender, sua liberdade e alegria, são atributos dos quais jamais deveríamos nos afastar. No Candomblé, cultuamos a infância, celebramos o sorriso, divinizamos Ibéjì. Kayodê e Kemla nos ensinam a revisitarmos nossas origens, para logramos serenidade. Ambos, nos convidam para essa linda “Festa da Cabeça”.

Que possamos aprender com o menino Kayodê a nos encontrarmos em nós mesmos, a resgatarmos a força de nossa origem junto aos ancestrais, a construirmos o novo a cada dia, com a criança que existe em nós.

Orí o! Salve a Cabeça!

Márcio de Jagun
Babalorixá, escritor, advogado, professor de Cultura e Idioma Ioruba junto ao PROLEM/UFF e autor de Orí a Cabeça como Divindade, entre outras obras.


A Festa da Cabeça é o tipo de livro que deveria ser recomendado tanto às crianças, adolescentes e suas famílias, quanto aos profissionais de educação e de saúde mental que atendem a esse público.

Trata-se de uma história protagonizada por Kayodê, mas que poderia ser também por Kauãs, Vitórias, Caíques, porque representa algumas situações que infelizmente ainda acontecem nas escolas como: bullying, racismo e medicalização da infância. O bullying, no comportamento de alguns estudantes praticarem a humilhação e a intimidação de outros colegas; o racismo, na atitude de usar as características físicas das crianças negras como motivo de exclusão e rejeição; e a medicalização, que é o encaminhamento indiscriminado aos especialistas com a crença de que, com os comprimidos certos, os comportamentos das crianças que incomodam os adultos serão erradicados.

Felizmente Kayodê é um menino que tem pertencimento familiar, de onde vem o acolhimento e a força que ele precisa para superar as dificuldades e reencontrar o próprio lugar no mundo.

A tradição, representada pela avó Bida nos faz lembrar que a força de uma árvore está nas suas raízes. E é no retorno a essas tradições que a saúde mental de Kayodê é restaurada. É com toda a família e a comunidade festejando e entoando boas palavras, bons ensinamentos e bons hábitos que nosso jovem herói se reconecta com sua ancestralidade.

Essa história é uma lição para que as crianças e adolescentes conversem com seus pais sobre as coisas que acontecem na escola, e que estes, por sua vez, os olhem e os ouçam verdadeiramente. E entendam que muitas vezes o tempo excessivo gasto com a tecnologia e os jogos eletrônicos, pode ser uma forma de fugir de uma situação difícil, um pedido de ajuda que precisa ser ouvido.

Roberta Federico
Psicóloga (CRP 05/37.813) com atuação clínica e escolar. Autora do livro “Psicologia, raça e racismo – uma reflexão sobre a produção intelectual brasileira” e coautora do livro “Nós por nós”. Pesquisadora dos impactos do racismo na saúde mental da população negra e sobre como os saberes de matrizes africanas podem compor uma prática psicológica culturalmente sensível à diversidade racial.

1ª edição, 48 páginas
 

ISBN: 9786586174090
Formato: livro impresso
Tamanho: 17cm x 24cm x 0,5cm
Encadernação: Brochura
Editora: Bejiró
Autora: Kemla Baptista
Ilustrações: Camilo Martins

Camilo Martins

Sempre fui de fazer rabiscos pela casa, em papeizinhos, paredes e outros cantos. Hoje faço esses rabiscos em livros, para que outras crianças possam se sentir à vontade para desenhar por aí. Me formei em gravura na UFRJ em 2017 e trabalho com ilustração para crianças e jovens desde então. Desenhar todas as histórias que aprendi nas ruas, livros, terreiros e rios é a melhor forma que encontrei de entender o mundo. Sempre digo que desenho exclusivamente para crianças (seja com estampas de roupa ou em páginas de livros), porque com toda certeza elas são o único público capaz de entender todas as loucuras desse e de outros mundos. A infância é o que existe de mais sofi sticado na humanidade, é onde a gente se solta, onde a gente aprende, onde a gente vence a morte.


Kemla Baptista

Pernambucana radicada no Rio de Janeiro, sou contadora de histórias, escritora, mãe, professora e empreendedora social. Idealizadora do Caçando Estórias, iniciativa de arte e educação que apresenta as tradições afro-brasileiras através da contação de histórias. Faço parte da Red Internacional de Cuentacuentos - RIC e o Caçando Estórias integra a Rede Nacional Primeira Infância - RNPI. Construí minha experiência sob a inspiração de grandes mestras e mestres da narração oral, do candomblé, cultura popular e literatura infantil. Sou Equede no candomblé e atuo na defesa dos direitos dos povos de terreiro realizando itinerância de espetáculos, rodas de contos e ateliês criativos para crianças em comunidades tradicionais do RJ e PE. Criei o primeiro canal no Youtube e podcast dedicado as afro-brasilidades para o público infantil. Recentemente apresentei e produzi episódios do podcast “Deixa Que Eu Conto” para a UNICEF. Realizo o festival “Aguerézinho” e estou inaugurando a “Casa do Ofá”, a primeira casa de educação antirracista de Pernambuco. Faço o que acredito com amor e sei que “quando uma mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”.

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